O presente

 

Um português no Rio de Janeiro na década de 60.

Tendo deixado a noiva na terra natal, e, estando próximo o aniversário dela, resolveu presenteá-la.

Foi a uma casa de modas e comprou um lindo par de luvas de camurça escura.

Na hora da entrega, a vendedora enganou-se, entregando-lhe uma caixa na qual havia uma finíssima calcinha.

O rapaz sem verificar o que continha o embrulho, remeteu-o à noiva com a seguinte mensagem:

"Sabendo que fazes anos nesta data, queria fazer-te uma surpresa, embora saiba que não gostas de usar isto que te envio. 

Devo dizer-te porém, que atualmente, é o que mais se usa aqui no Rio. Muito desejaria, que ao receberes esta, eu estivesse junto a ti, não só para ver como te fica bem, com também para ajudar-te colocá-la.

Fiquei em dúvida quanto à cor, porém a moça que me vendeu-a disse que essa é a melhor, porque não deixa manchas.

Ela mesma experimentou na minha frente, e eu achei que ficaria muito bem. Apenas notei que ficava um pouco larga na parte de cima, mas a caixeira disse que assim é melhor para a mão entrar mais folgada, e os dedos entrarem mais comodamente.

É conveniente que quando a usares, ponha um pouco de talco, a fim de escorregar melhor, e, quando a tirares deves virá-la ao avesso, para não ficar com mal cheiro.

Sem mais, despeço-me com um saudoso abraço,

 

Seu querido Manuel.

 

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